A ETIMOLOGIA DA ILUSÃO EM KANT: TRADUÇÕES E APONTAMENTOS

Marcio Tadeu Girotti

Resumo


Trata-se de compreender a tradução literal do termo alemão Schein a partir da Dialética Transcendental da Crítica da razão pura (1781/1787) e suas acepções em outras línguas que traduziram a mesma obra. Isso tendo em vista que, na tradução para o Português, há uma divergência entre o português do Brasil que traduz Schein por ilusão e o Português de Portugal que traduz Schein por aparência. Com isso, iremos procurar na obra Sonhos de um visionário explicados por sonhos da metafísica (1766), nas Reflexões e nas Cartas os termos que querem designar, em português, o sentido de ilusão quando, em alemão, tais termos possuem outros significados. Nosso intuito é apresentar as possíveis traduções junto com as possíveis explicações da escolha por um significado ou outro em português, a fim de compreender porque Kant utiliza várias palavras em alemão para expressar o mesmo contexto da ilusão, engano, erro, loucura ou mesmo fantasia.

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