A INSTRUMENTALIZAÇÃO DA IDENTIDADE HUMANA SOB A ÓTICA DO PAPA FRANCISCO

Vander Luiz Casemiro

Resumo


Este trabalho visa analisar as inúmeras caracterizações da sociedade contemporânea frente à educação e a relevância da apresentação de uma verdadeira cultura do descarte em confronto com os direitos humanos. Como suporte teórico, recorremos aos princípios éticos e sociais do sociólogo polonês Bauman (2001), especificamente a obra intitulada: “Modernidade Líquida” e, principalmente, aos discursos realizados pelo Papa Francisco (2012). O período pós-moderno e suas características fundamentais, a partir da ideia de consumo e descarte, são apresentados pelo Papa Francisco. Apontando as ideias de identidades coisificadas, indiferentismo frente ao sofrimento humano e descartabilidade como um novo sentido para a cultura hodierna. Os diagnósticos contemporâneos de Francisco e a proposta da cultura do encontro, tendo como base a educação, constituem o eixo central do presente artigo. Este, porém, não visa fazer um tratado sócio-educacional, filosófico ou teológico, mas, sobretudo, apresentar reflexões pertinentes às características existentes nos tempos hodiernos e a possível implantação de uma cultura do encontro que venha dar sentido à humanidade que se perde em suas características fundamentais, esquecendo, até mesmo, dos direitos básicos. Tais indagações são pertinentes à máxima apresentada nesta especialização em Educação em Direitos Humanos. Esta pesquisa, contudo, aponta que a manipulação da identidade pela ótica do consumo, a descartabilidade nos relacionamentos, a coisificação do ser humano são os pedidos de socorro da contemporaneidade e, esta, por sua vez, clama por um novo ideal de modelo a ser seguido, que garanta valores e elementos que constitua a dignidade humana desde os princípios educadores.

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