FENÔMENO E EPOKHÉ: SOBRE O MÉTODO CÉTICO SEGUNDO O CETICISMO PIRRÔNICO DE SEXTO EMPÍRICO

Eloísa Benvenutti de Andrade

Resumo


Resumo: Neste texto exporemos as ideias de fenômeno e epokhé para tecer alguns esclarecimentos acerca do método cético segundo o ceticismo pirrônico de Sexto Empírico. Para tanto, articularemos dois artigos de Oswaldo Porchat, a saber, “Sobre o que aparece” (2007) e “A noção de phainómenon em Sexto Empírico” (2013) com fragmentos dos “Esboços Pirrônicos” de Sexto Empírico. A intenção é elucidar, contra a perspectiva mentalista moderna sobre o ceticismo, a crítica da razão dogmática proferida pelo ceticismo pirrônico e sua concepção de fenômeno independente de um estatuto epistemológico e ontológico. Nos cabe também explicitar a epokhé pirrônica enquanto “estado” para evidenciar, como defende Porchat, a habitual ignorância, sobre o ceticismo antigo que leva a muito equívocos sobre a real tarefa do mesmo. Desse modo, nos apoiaremos também na análise de Michael Frede de que os céticos podem ter crenças, argumento que faz objeção a acusação de inação (apraxia) do cético. Por fim, a intenção é mostrar a oferta cética que o pirronismo faz à filosofia tomando-a como prática e não como formulação de sistema.

 

Palavras-chave: Ceticismo. Epokhé. Fenômeno. Método. Pirronismo. Sexto Empírico.


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