OS LIMITES DO PARADIGMA DA TEORIA COMPUTACIONAL DA MENTE E A CONSTRUÇÃO DA CAPACIDADE SEMÂNTICA

Nathália Cristina Alves Pantaleão

Resumo


Neste artigo propomos analisar os possíveis limites explicativos da Teoria Computacional da Mente no que diz respeito ao aspecto semântico da linguagem.  Defensores da abordagem computacional da mente, como Fodor (1975, 1983, 1998, 2001) e Chomsky (1967, 1971, 1980, 2002, 2005), consideram a mente enquanto um sistema de processamento de informação tal como um computador digital que opera, inicialmente, de forma sintática. Nesse sentido, a linguagem enquanto processo cognitivo amplo que engloba aspectos sintáticos e semânticos seria, então, um processamento de informações lineares e computáveis possíveis a partir da configuração estrutural biológica de certos indivíduos. Tal perspectiva endossa a abordagem fisicalista que equipara a relação entre os processos mentais e o corpo com a relação software-hardware em um computador. Argumentamos que hiatos explicativos emergem dessa abordagem e apontamos para a relevância de considerar as relações significativas estabelecidas no entorno em que o falante está situado a partir de disposições. Nesse contexto, tais relações significativas enfrentariam obstáculos técnicos e lógicos para serem abarcadas por explicações computacionais. Por fim, traremos à baila a hipótese segundo a qual linguagem em seu aspecto semântico pode ser considerada um produto emergente de relações ambientais dinâmicas entre um agente disposicional e o meio.

  

Palavras-chave: Computação. Semântica. Disposições.

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